PET Ciências Sociais UNESP Marília
quinta-feira, 17 de maio de 2012
3ª Conversa com o Autor: Lourenço Mutarelli
PRÉ CONVERSA
A Pré Conversa, é um bate papo inicial antes da 3ª Conversa com o Autor: Lourenço Mutarelli, a ser realizada na cidade de Marilia, no dia 28 de Maio.
Com a exibição de um filme. O objetivo é através de um bate papo, levantar algumas questões sobre a vida e a obra de Loure...nço Mutarelli.
Filme: O natimorto
Um caça-talentos (Lourenço Mutarelli) traz uma jovem cantora (Simone Spoladore) a São Paulo a fim de apresentá-la a um renomado maestro. Enquanto esperam o dia da audição permanecem num quarto de hotel onde, entre cigarros e cafezinhos, ele lê o futuro da cantora nas advertências dos maços de cigarro como se fossem cartas de tarô. É durante essa espera que serão reveladas suas verdadeiras intenções.
Data: 17 de Maio
Horário: 14h30 mim
Sala: 73
quinta-feira, 26 de abril de 2012
3ª Conversa com o Autor: Lourenço Mutarelli
Agradecimentos especialíssimos à Fábio Robal, artista do cartaz. Massa, Robal, coisa de fã mesmo.
E você, vai perder?
quarta-feira, 18 de abril de 2012
"A arte perturba os satisfeitos, e satisfaz os perturbados"

“A minha infância foi muito sombria, por minha culpa também. Porque eu tive uma visão talvez nada distorcida da realidade. Acho que vi a realidade muito próxima do que eu vejo hoje. Mas como criança isso era bastante perturbador. E, por alguma razão, eu tenho muito a lembrança de primeiras impressões e acho que isso me alimenta até hoje. A infância é um lugar a qual recorro muito, as minhas primeiras impressões do mundo. [...]
Uma época eu percebi que estava muito doente mentalmente, quando publiquei meu primeiro trabalho. E, conforme fui melhorando, o mundo foi adoecendo. E conforme o mundo foi adoecendo, ele foi aceitando o meu trabalho. Então pra mim foi bom, tô bem, tô legal, mas o mundo está muito doente. Acho que o fato de o mundo gostar do meu trabalho é um sintoma da doença mundial. Quando eu estava doente eram poucas pessoas que estavam passando o que eu estava passando. Hoje em dia, quase todos os meus amigos têm esse tipo de problema. Talvez seja alguma coisa que está na água, no ar, não sei. [...]
Do jeito que a medicina e esses antidepressivos estão evoluindo, logo eles vão inventar um remédio que ninguém vai precisar mais de arte. Arte tem muito a ver com distúrbio. A minha arte é muito uma coisa patológica. Acho que arte tem muito disso, mas é muito necessária também para os perturbados. E, como falei, cada vez tem mais gente perturbada. Então, cada vez mais, a arte é mais importante para essas pessoas. A arte possibilita um diálogo, muito interno, muito silencioso. Mesmo que seja livro, filme, mesmo que tenha vozes, o dialogo é muito silencioso, muito interno. É muito fundamental. Se me tirassem os meus discos e os meus livros, eu não duraria muito. Acho que essas coisas são muito vitais. Caso isso acontecesse um dia, ia ficar todo mundo querendo trabalhar em banco e feliz com isso, feliz em pegar trânsito, feliz com a eleição. O povo ainda é muito zumbi, a minha esperança é que essa molecada acorde do transe. Tem uma massa muito zumbi aí, que a arte às vezes consegue tirar desse transe. É quando o cara pensa “acho que não é bem isso”, mas aí depois ele volta pro mundo zumbi dele. É isso, eu não tenho ilusão, esperança de mudar nada, mas também não acredito que as coisas sejam sempre o que elas são. É tudo muito transitório. Nenhum império dura muito. Para a nossa existência às vezes parece muito, mas está tudo transitando e se apagando. A gente não vai conseguir guardar muita coisa por muito tempo, se o planeta continuar. Mas sempre vão estar surgindo coisas.”
terça-feira, 10 de abril de 2012
Conversa com o Autor: primeiras manifestações.
Capa de um livro maldito; um grito que o autor não conseguiu calar:

Mas não é nada disso, você só comprou um livro e pretende ler em paz, sem ninguém para encher o saco.
Quem é o autor? É isso que você queria saber quando começou a ler isso?
Eu sabia quem era ele. Mas eu me esqueci. De qualquer forma, não faz diferença, ele é como todo mundo. Não tem nada a oferecer. Com certeza ele agora está em canto qualquer não muito diferente do que você escolheu para ler o livro que ele escreveu.
Você ainda pode se recusar a ler o livro mas não vai fazer diferença.
Você já viu a capa." (Introdução do livro por Fábio Zimbres)
Cibele Ferreira
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Oficina de Estética Afro: relações étnico-raciais e construção da identidade de jovens e crianças
“Quem é preto como eu já tá ligado qual
é, nota fiscal rg polícia no pé.
Escuta aqui o primo do cunhado do meu genro é mestiço
Racismo não existe comigo não tem disso
é pra sua segurança falou falou deixa pra lá
Vou escolher em qual mentira vou acreditar.”
Salve, salve galera, e ai...Todos somos iguais? Temos os mesmos direitos? Brasil, democracia racial? Então, quais mentiras vamos acreditar?
São essas algumas das questões que perpassaram a nossa atividade de hoje. O nome? Estética Afro: relações étnico-raciais e construção da identidade de jovens e crianças. Realizada na ONG Cáritas Marianistas de Marilia. Com a significativa participação do GEPENE (Grupo de Estudos e Pesquisas Negro e Educação) da UNESP Campus de Marilia.
A proposta de trabalhar com a estética afro, surgiu do contato do grupo PET Ciências Sociais com a ONG, através da pesquisa coletiva intitulada: Perspectivas de estudos empíricos sobre crianças nas Ciências Sociais. Através desse contato percebeu-se que a questão da estética negra era muito utilizada pelos jovens e crianças de uma forma pejorativa. A partir dessa constatação e compreendendo que na organização da nossa sociedade se valoriza um tipo de estética que não contempla boa parte dessa população, o grupo PET de Ciências Sociais e o GEPENE propuseram uma Oficina de Estética Afro (onde a discussão sobre as relações étnico-raciais é inseparável). Essa oficina incluiu a exibição de um filme (Vista minha pele) para os jovens, seguido de discussão e uma atividade lúdica com as crianças. Ambas as discussões perpassaram sobre o racismo implícito, mas presente no cotidiano dos próprios participantes. A partir disso, tentamos reconstruir novos olhares sobre si e o outro contribuindo para a aquisição de valores de respeito, e paralelamente a valorização da estética do/a negro/a como elemento importante na construção da identidade das crianças e jovens da ONG Cáritas Marianistas. É importante lembrar, que essa atividade inicial, (como sugeri o próprio nome) é apenas o começo. E que servirá de base para pensarmos outras atividades voltadas à mesma discussão. Então... "vamo que vamo que o som não pode parar".
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
3º Café das Ciências Sociais

O evento ocorrerá às 19h no auditório da OAB Marília, Rua Gonçalves Dias, 440, Centro (Próximo a Galeria Atenas que fica de frente ao Terminal Urbano).
Parceria: ONG Cáritas Marianistas de Marília.
Haverá entrega de certificado aos presentes.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Dia 23/08
19h30m – Abertura do Evento
Local: Biblioteca da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Marília
(Av. Hygino Muzzi Filho 737 – Campus Universitário)
Dia 24/08
14h30m – Roda de Literatura - “Uma releitura de Monteiro Lobato”
Expositor: Prof. Dr. Thiago Alves Valente
Local: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Marília
(Av. Hygino Muzzi Filho 737 – Campus Universitário)
19h30m - Mesa Redonda – “Moral da História”
Expositora: Prof. Dra. Carmem Silva Sanches Justo
Local: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Marília
(Av. Hygino Muzzi Filho 737 – Campus Universitário)
Dia 25/08
14h – Oficina Teatral Solar
Facilitador: Élio Andreotti Evaristo
Local: Gramado do Prédio de Atividades da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Marília
(Av. Hygino Muzzi Filho 737 – Campus Universitário)
19h30m - Oficina de Contação de Histórias
Facilitadora: Silvia Helena Cordeiro e Prof. Dra. Ana Paula Cordeiro
Local: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Campus Marília
(Av. Hygino Muzzi Filho 737 – Campus Universitário)
Dia 26/08
09h e 14h30m – Conversa com o Autor: Flávio de Souza
Local: Espaço Cultural e de Lazer “Ezequiel Bambini”
(Av. Sampaio Vidal, s/n - em frente aos Correios)
Dia 27/08
14:30h – Espetáculo Musical “Meu trabalho de Aimirim”
Cia. Tárcio Costa (Araraquara - SP)
Local: Auditório Municipal “Prof. Octávio Lignelli”
















