“Quem é preto como eu já tá ligado qual
é, nota fiscal rg polícia no pé.
Escuta aqui o primo do cunhado do meu genro é mestiço
Racismo não existe comigo não tem disso
é pra sua segurança falou falou deixa pra lá
Vou escolher em qual mentira vou acreditar.”
Salve, salve galera, e ai...Todos somos iguais? Temos os mesmos direitos? Brasil, democracia racial? Então, quais mentiras vamos acreditar?
São essas algumas das questões que perpassaram a nossa atividade de hoje. O nome? Estética Afro: relações étnico-raciais e construção da identidade de jovens e crianças. Realizada na ONG Cáritas Marianistas de Marilia. Com a significativa participação do GEPENE (Grupo de Estudos e Pesquisas Negro e Educação) da UNESP Campus de Marilia.
A proposta de trabalhar com a estética afro, surgiu do contato do grupo PET Ciências Sociais com a ONG, através da pesquisa coletiva intitulada: Perspectivas de estudos empíricos sobre crianças nas Ciências Sociais. Através desse contato percebeu-se que a questão da estética negra era muito utilizada pelos jovens e crianças de uma forma pejorativa. A partir dessa constatação e compreendendo que na organização da nossa sociedade se valoriza um tipo de estética que não contempla boa parte dessa população, o grupo PET de Ciências Sociais e o GEPENE propuseram uma Oficina de Estética Afro (onde a discussão sobre as relações étnico-raciais é inseparável). Essa oficina incluiu a exibição de um filme (Vista minha pele) para os jovens, seguido de discussão e uma atividade lúdica com as crianças. Ambas as discussões perpassaram sobre o racismo implícito, mas presente no cotidiano dos próprios participantes. A partir disso, tentamos reconstruir novos olhares sobre si e o outro contribuindo para a aquisição de valores de respeito, e paralelamente a valorização da estética do/a negro/a como elemento importante na construção da identidade das crianças e jovens da ONG Cáritas Marianistas. É importante lembrar, que essa atividade inicial, (como sugeri o próprio nome) é apenas o começo. E que servirá de base para pensarmos outras atividades voltadas à mesma discussão. Então... "vamo que vamo que o som não pode parar".












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